quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Os demônios já estão no confessionário


”Alexandre Fraga nos dá, neste livro, uma demonstração de seu poder narrativo, aliado à capacidade que tem de criar personagens e abrir caminhos nos pantanais do submundo. (...) Importante na literatura de Alexandre é seu permanente oscilar entre o sagrado e o profano, o lógico e o contraditório, o socialmente correto em oposição ao obscuro, à verdade que se confunde com a mentira, nas cores da simulação e do ódio. Um autor que tem tudo para colocar-se na galeria dos nossos melhores escritores."
JOSÉ LOUZEIRO, autor de Pixote, A Infância dos Mortos e Lúcio Flávio, o passageiro da agonia
Prepare-se para encarar um autêntico thriller carioca, uma espécie de longa-metragem literário, em que a facilidade do autor de criar imagens e ambientes fascinantes vem aliada ao seu conhecimento da alma humana, numa narrativa objetiva e cativante, onde o suspense não oferece trégua ao leitor.
Uma antiga casa no Alto da Boa Vista como palco de uma bárbara disputa entre irmãos; um bordel de luxo num subúrbio carioca, onde um policial embusteiro e um tira traído, velhos conhecidos, encontram-se para um acerto de contas; um suicida desprezado pela morte, vagando por bares e esquinas, sobrevivendo com seu insistente e vencedor taco de sinuca; um vingador que, após eliminar criminosos da cidade, comparece aos seus velórios, urina sobre o cimento fresco das sepulturas e redistribui as flores dos receptáculos; uma rinha sul-americana entre um galo paraguaio e um brasileiro, lutando num ringue de cordas de fogo no topo de um morro. E uma igreja que será esquecida por Deus, ao menos por um dia...
"— Não fica assim, não. Veja só, podia ser bem pior (...) Olha, eu aperto a sua mão - disse Basílio, segurando a mão direita de Ado e esfregando-lhe os dedos, cinicamente (...)
Ado não sabia o que estava fazendo, nem por quê. Ao decifrar que sua hora havia chegado, não sentiu ódio nem rancor daquele velho louco. Apenas apertou a mão do homem o mais forte que pôde, reconhecendo que, no leito de morte, a coisa mais importante é a companhia de alguém, ainda que seja a do seu algoz."
O carioca Alexandre Fraga nasceu em 1973. Formado em Direito pela UFRJ, ele também é autor de Canibal de Copacabana, publicado em 2008 pela PTK Livros.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

MORMAÇO TAMBÉM QUEIMA



"Mormaço também queima" é o livro de estréia do carioca André Tartarini – uma seleção de 19 contos, que não se enquadram em temática ou estilo únicos. São histórias que podem ter 37 páginas ou apenas 14 linhas: um menino despejando baratas na gaveta da prima, mãe e filha ao telefone momentos antes da chuva, um dentista que vira matador profissional, um sapo tentando conversar com um velho, Flamengo e Botafogo na final do campeonato. A obra trata, quase sempre, de diferentes formas de relacionamento – ora desconfiados, ora sinceros – nunca ingênuos, que se redefinem conforme as tramas avançam. Um olhar apressado e pistas falsas podem sugerir um desfecho que não se confirma. Em outros momentos, o leitor toma as pistas como armadilhas, quando elas são, aí sim, atalhos para o fim da história.

Como escritor diletante, o autor faz do seu primeiro livro um exercício de experimentação, arriscando-se em diferentes estilos e temas. Esse exercício é o que norteia a obra.

Um dos contos (Argemiro) foi roteirizado e filmado, de maneira independente, pela diretora Angelica Campos. O curta, atualmente em fase de edição, traz no elenco os atores Leandro Firmino da Hora (Cidade de Deus) e Henri Pagnoncelli (Sexo, amor e traição).

André Tartarini tem 33 anos, é dentista e escritor de gaveta há mais de 10 anos. Passou a levar isso mais a sério após ter sido selecionado, por dois anos seguidos, para a oficina de novos autores da Festa Literária Internacional de Parati (Flip). Há dois anos, teve textos publicados no livro "Pula, pula, macacada, que amanhã não tem mais nada", de memórias de ex-alunos do Colégio de São Bento. Também está na seção de novos autores do site www.releituras.com. Escreveu, ainda, uma história para o projeto mojo books (www.mojobooks.com.br), inspirado no disco The Stone Roses, da banda inglesa The Stone Roses.

A jovem editora carioca PTK tem como uma de suas principais diretrizes lançar talentos até então desconhecidos do grande público. Os projetos já realizados são: Canibal de Copacabana, romance de Alexandre Fraga, Urbanismo na Fragmentação – desdobramento da dissertação de mestrado de André Luiz Pinto, a revista Rio Etc, edição impressa do blog Rio Etc (http://rioetc.blogspot.com), e 1932 – Uma aventura olímpica na terra do cinema, de Tiago Petrik.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

PREFÁCIO DE "1932 - UMA AVENTURA OLÍMPICA NA TERRA DO CINEMA" POR LÉDIO CARMONA


Lédio Carmona, comentarista do SPORTV e autor de um dos blogs mais acessados e comentados na globo.com, escreveu a orelha do nosso mais novo livro, 1932 - uma aventura olímpica na terra do cinema. Confira:
Quantos livros já foram escritos sobre a história dos Jogos Olímpicos? E quantos já se propuseram a narrar a participação brasileira na maior competição esportiva do mundo? Dezenas. Centenas. Milhares. Nesse momento, com certeza, alguém deve produzir algum com a mesma dedicação com a qual um atleta treina meses para consolidar a sua trajetória.
Aí está a diferença da nova proposta do olímpico Tiago Petrik. “1932, Uma aventura olímpica na terra do cinema” não é mais uma obra qualquer sobre o legado do Barão de Coubertin. Numa época rica de livros, revistas, jornais, sites, blogs e programas de TV, o autor surpreendeu. Escreveu mais sobre o mesmo e conseguiu conquistar o novo, o diferente e o surreal. Talvez tenha conseguido o feito de bater o recorde de descobertas sobre uma única edição dos Jogos Olímpicos num espaço tão pequeno de folhas (!).
Da desconhecida Klopstokia ao marinheiro-corredor Adalberto Cardoso, o novo salto do escriba merece uma medalha de ouro por fugir do óbvio e do trivial das obras do gênero. Petrik, com quem já tive o prazer de colaborar num outro projeto olímpico, desta vez prende, amarra e seduz ainda mais o leitor. É como se estivéssemos a bordo do Itaquicê, ou na Vila Olímpica de Los Angeles, a degustar os 45 tipos de pães e as 35 variedades de queijos à disposição dos passageiros. É isso: para quem está acostumado às passadas lentas da literatura olímpica, uma ducha com uma das 48 temperaturas dos chuveiros da vila pode servir para despertá-lo.
Aí está o segredo de “1932, Uma aventura olímpica na terra do cinema”. É diferente e novo, como tudo naquela época. Como a Hollywood dos anos 30. Fala de esporte. De política. De cinema. De economia. De mulheres. De mitos. De lendas. Sem ser monótono. Sem ser didático-pedante-cansativo. Sem querer ser mais um candidato a fonte da fonte da fonte olímpica. Como todo atleta que se preza (e normalmente tem sucesso), o caminho contrário à pretensão foi fundamental.
Mas bem que poderia posar de pretensioso. E com justa razão. O livro que vocês conhecerão tem a saudável audácia de reconstruir o início da história olímpica brasileira.
Como? É exagero?
Claro que não.
Ou vai dizer que você conhece um certo Francis Leroy Holmes?
Pois é.
Divirta-se.
Vale a pena.

LANÇAMENTO PTK! 1932 - uma aventura olímpica na terra do cinema


No dia 25 de junho, o Itaquicê deixou o porto do Rio. Carregava 55 mil sacas de café, vários tonéis de cachaça, 360 passageiros, 51 soldados-músicos, 82 atletas e a esperança de um país. Ia em direção a Los Angeles, onde seriam realizados os Jogos Olímpicos. Só mesmo Hollywood para conceber aquela festa, quando o resto do mundo morria ou se matava. Era o auge da Grande Depressão, e o esporte criava sua Ilha da Fantasia. Em plena Lei Seca, a bebida brasileira fartava a quem podia, em festas memoráveis animadas pela Banda do Regimento Naval. No mundo real, estourava a Revolução Constitucionalista, e o café brasileiro já não valia nem os fósforos que queimavam os excessos de safra. Falida, a “nave da esperança” se tornou uma prisão: boa parte dos atletas não pôde desembarcar na cidade olímpica, por falta de verbas. Quem conseguiu foi acolhido pelo fracasso – esportivamente, nunca conseguimos resultados tão ruins. Mas também nunca tantas e tão boas histórias. Como a do marujo Adalberto Cardoso, um dos prisioneiros do Itaquicê, que percorreu 450 quilômetros para correr outros dez. Ou a do time de water-pólo, que aplicou a maior surra de que se tem notícia na história dos Jogos: uma surra no árbitro. E também a das mulheres, que enfrentavam o preconceito e até mesmo homens... 1932 – uma aventura olímpica na terra do cinema traz drama, violência e comédia. Tudo sem ficção. A história tem ainda um flashback até 1908, em que o autor revela a saga do primeiro brasileiro olímpico. Para saber o final, só lendo o livro.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Saiba onde encontrar URBANISMO NA FRAGMENTAÇÃO: a resposta do Bairro-escola



Livraria InterCiência
Rua Presidente Vargas, 435/18º andar/Centro

Livraria Rio Kosmos
Rua do Rosário, 155/Centro

Livraria Letras e Expressões
Rua Visconde de Pirajá, 276/Ipanema

Book Look - Domingo Armán Rama
Av. Reitor Pedro Calmon, 550 - Prédio da Reitoria/4º andar/Cidade Universitária

Rio Books
Av. Reitor Pedro Calmon, 550 - Prédio da Reitoria/térreo/Cidade Universitária
Rua do Rosário, 104/4º andar/Centro

Susan Bach
Rua Visconde de Caravelas,17/Botafogo

Prourb
Av. Reitor Pedro Calmon, 550 - Prédio da Reitoria/5º andar - sala 521/Cidade Universitária

Livraria Argumento
Rua Dias Ferreira, 417 - Leblon
Av. das Américas, 7777 - Lojas 326 a 330 - Barra da Tijuca
Barata Ribeiro, 502 - loja A - Copacabana

Technical Books
Rua Gonçalves Dias, 89 - sala 205 a 206 - Centro

Leonardo Da Vinci
Av. Rio Branco, 185 - subsolo - loja 9 - Centro